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segunda-feira, 6 de março de 2017

Seminário Sindical indica greve geral para barrar a Reforma da Previdência

FONTE SISMMAC

O seminário desmascarou as mentiras divulgadas para tentar justificar o desmonte da Previdência Social. Rodrigo Ávila, economista da Auditoria Cidadã da Dívida, trouxe dados que comprovam que o suposto “rombo” divulgado pelo governo não existe. O que existe, na verdade, são as consequências dos desvios feitos com a Desvinculação de Receitas da União (DRU) e com isenções às grandes empresas. Segundo levantamento da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN), as dívidas de grandes empresas e bancos com o INSS totalizam R$ 426 bilhões, o que equivale a três vezes o chamado déficit da Previdência em 2016.

Os investimentos destinados à Previdência Social não são excessivos, como propagandeia o governo. O investimento no setor corresponde a 7,5% do PIB, enquanto a Itália investe 16% e Portugal 13%.

Os dados apresentados pela professora Rivania Moura também desmentem o mito de que os brasileiros se aposentam muito cedo. Segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), 80% dos trabalhadores que hoje estão aposentados continuaram trabalhando, mesmo após cumprir os critérios exigidos, por causa dos baixos salários.

Além de aumentar a idade mínima para 65 anos, a proposta do governo quer exigir 49 anos de contribuição para que pagar todo o valor do benefício. Também querem mudar a base de cálculo para reduzir o valor da aposentadoria de todos os trabalhadores. A segunda palestra do dia, intitulada “Como a reforma da previdência afeta todos os trabalhadores” analisou o impacto de cada uma das mudanças propostas.

A proposta de equiparar a idade mínima para aposentadoria entre homens e mulheres é um ataque violento, pois as mulheres já trabalham mais do que o dobro que os homens de forma não remunerada ao arcar com o peso do trabalho doméstico.

Se a Reforma da Previdência for aprovada, as trabalhadoras do comércio e da indústria terão que trabalhar, no mínimo, cinco anos a mais. As servidoras públicas e trabalhadoras rurais terão que trabalhar mais 10. Já as professoras, que perderiam a aposentadoria especial, terão que trabalhar mais 15 anos.

Diante da gravidade dos ataques, é necessário organizar a resistência e preparar uma grande greve geral, que pare todos os locais de trabalho, desde as fábricas até as escolas. O dia 15 de março será mais um momento importante dessa construção. Além dos trabalhadores em educação, outras categorias profissionais preparam mobilizações e atos para esse dia. É preciso lutar agora para impedir que acabem com a aposentadoria para essa e as próximas gerações!

Em uma apresentação bem explicativa, a organização expõe como, segundo sua visão, a reforma da previdência e o "rombo do INSS" se tratam de manobras políticas e econômicas

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