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quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Deputados receberão uma semana de folga


Após encerrarem a segunda denúncia contra  Temer, deputados federais ganharão uma semana de "folga" em novembro. Rodrigo Maia (DEM-RJ), decidiu que dias 13 e 17 do próximo mês não terá sessão , em razão do feriado da Proclamação da República, comemorado em 15 de novembro. Sem sessões, parlamentares não são obrigados a ir a Brasília.

PS
Afinal é cansativo mesmo detonar com o povo.




Agora deputados governistas recebem e comemoram e os trabalhadores pagam o Pato

                                    https://amarildocharge.wordpress.com/

Não existe só delação contra Temer mas provas concretas

O argumento de que a denúncia analisada em plenário é frágil também foi explorado pelo seu relator na Câmara, o deputado Bonifácio Andrada (PSDB-MG). Segundo ele, "de acordo com a lei penal, a delação só tem vigor quando se vincula a fatos concretos, a fatos que trazem consigo conteúdo criminoso. Delação sozinha, isolada, não tem nenhum valor jurídico".

O problema é que a denúncia não elenca apenas delações premiadas. Aos Fatos verificou que, frágil ou não, o documento também traz transcrições de gravações, diálogos telefônicos, trocas de mensagens por celular, extratos bancários e e-mails obtidos por meio de outros procedimentos legais, como quebras de sigilo fiscal e telefônico pedidas pelo Ministério Público Federal.

A denúncia usa movimentos e extratos bancários no Brasil e no exterior para embasar as acusações. Há citações de depósitos a uma igreja ligada ao ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (página 66), que está preso, e extratos de contas da Odebrecht que foram utilizados para confirmar pagamentos para o PMDB no exterior nos anos de 2010, 2011 e 2012 (página 71).

Há ainda registro de troca de mensagens entre os ex-presidentes da Câmara, Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves, este último também preso. No diálogo apreendido pelos investigadores, a PGR vê negociação de vantagens que envolvem o presidente Temer.

Mais na fonte da notícia:Aos Fatos

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Como votaram os deputados do Paraná na denúncia contra Temer por Organização Criminosa - (Sim em vermelho fica Temer) - (Não em azul Fora Temer)

ALEX CANZIANI PTB PR Sim

ALFREDO KAEFER PSL PR Sim

ALIEL MACHADO REDE PR Não

ASSIS DO COUTO PDT PR Não

CHRISTIANE DE SOUZA YARED PR PR Não

DELEGADO FRANCISCHINI SD PR Não

DIEGO GARCIA PHS PR Não

DILCEU SPERAFICO PP PR Sim

EDMAR ARRUDA PSD PR Sim

ENIO VERRI PT PR Não

EVANDRO ROMAN PSD PR Sim

GIACOBO PR PR Sim

HERMES PARCIANELLO PMDB PR Sim

JOÃO ARRUDA PMDB PR Sim

LEANDRE PV PR Não

LEOPOLDO MEYER PSB PR Não

LUCIANO DUCCI PSB PR Não

LUIZ CARLOS HAULY PSDB PR Sim

LUIZ NISHIMORI PR PR Sim

NELSON MEURER PP PR Sim

NELSON PADOVANI PSDB PR sim

OSMAR BERTOLDI DEM PR Sim

OSMAR SERRAGLIO PMDB PR Sim

REINHOLD STEPHANES PSD PR Sim

RUBENS BUENO PPS PR Não

SANDRO ALEX PSD PR Não

SERGIO SOUZA PMDB PR Sim

TAKAYAMA PSC PR Sim

TONINHO WANDSCHEER PROS PR Sim

ZECA DIRCEU PT PR Não

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Veja o que Lula disse nesta Segunda Feira 23/10


Em seu primeiro discurso na caravana por Minas Gerais, em Ipatinga, na noite desta segunda-feira 23, o ex-presidente anunciou que vai voltar ao Planalto "com 70 anos, uma energia de 30 e um tesão de 20"; "Eles que se preparem", desafiou; "Eles não sabem o que é um pernambucano com a energia dos mineiros. Não sabem o que vai acontecer nesse país. Se não querem que eu seja candidato, vai pra urna votar contra. Não venham criar artifício, artimanha, para que eu não saia candidato", criticou; ele voltou a defender um "referendo revogatório" para consultar a população e eventualmente "mudar o que eles fizeram"; "Senão a gente não vai conseguir governar esse País", disse; "O Lulinha paz e amor voltou. Talvez nem tanta paz e tanto amor.

Lula voltou a criticar a perseguição da Lava Jato contra ele. "Eles entraram na casa do Sergio Cabral e encontraram joia, do Arthur Nuzman, barra de ouro. Pois bem, eles já invadiram a minha casa, a casa dos meus filhos, já levantaram até o meu colchão, porque acharam que eu tinha dólar, ouro. O que eles não sabem é que o que mais tenho é vergonha na cara e dignidade", afirmou.

Relatório da CPI da Previdência aponta que mais uma vez somos enganados

Relatório de CPI do Senado diz que Previdência Social não tem déficit

Karine Melo – Repórter da Agência Brasil

O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Previdência, senador Hélio José (PROS-DF), apresentou nesta segunda-feira (23) o relatório final dos trabalhos ao colegiado, com a conclusão de que a Previdência Social não é deficitária, mas, sim, alvo de má gestão.

Segundo o senador, "está havendo manipulação de dados por parte do governo para que seja aprovada a reforma da Previdência". Ele acrescentou que "quando o assunto é Previdência, há uma série de cálculos forçados e irreais".

Em 253 páginas, o relatório destaca que o "maior e mais grave problema da Previdência Social vem da vulnerabilidade e da fragilidade das fontes de custeio do sistema de seguridade social". No documento, o relator destaca que, "antes de falar em déficit, é preciso corrigir distorções".

Outro trecho do documento ressalta que "a lei, ao invés de premiar o bom contribuinte, premia a sonegação e até a apropriação indébita, com programas de parcelamento de dívidas (Refis), que qualquer cidadão endividado desse país gostaria de poder acessar.

Proposta

Ao contrário da maioria das CPIs, que, segundo Hélio José, ao final costumam pedir o indiciamento de pessoas, desta vez, o relatório é apenas propositivo. Nesse sentido, sugere dois projetos de lei (PLS) e três propostas de emenda constitucional (PECs). Uma delas proíbe a aplicação da Desvinculação de Receitas da União às receitas da seguridade social.

Votação

Após um pedido de vista coletiva - mais tempo para analisar o parecer – o relatório precisa ser votado até o dia 6 de novembro, quando termina o prazo de funcionamento da comissão. Antes da votação final os membros da CPI podem sugerir mudanças no documento.

Histórico

Instalada no fim de abril , em pouco mais de seis meses, a CPI realizou 26 audiências públicas e ouviu mais de 140 pessoas entre representantes de órgãos governamentais, sindicatos, associações, empresas, além de membros do Ministério Público e da Justiça do Trabalho, deputados, auditores, especialistas e professores. A comissão é presidida pelo senador Paulo Paim (PT-RS), e é formada por seis senadores titulares e cinco suplentes.

A Agência Brasil procurou a Secretaria de da Previdência, que até o momento não se manifestou sobre o relatório da CPI.

Edição: Maria Claudia

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Texto atribuído ao Padre Fábio de Melo não é de sua autoria, mas já foi compartilhado milhares de vezes

Procurado pelo EXTRA, Padre Fábio negou que tivesse publicado qualquer texto com este conteúdo.

“O autor deste texto não sou eu”, garante o padre. Na realidade, o conteúdo foi publicado e compartilhado na página do Facebook 'Pe. Fábio de Melo Frases'. Até agora, o texto erroneamente atribuído a Padre Fábio foi compartilhado quase dez mil vezes

“Vivemos numa época onde querem que os padres se casem e que os casados se divorciem.Querem que os héteros tenham relacionamentos líquidos sem compromisso, mas que os gays se casem na Igreja. Que as mulheres tenham corpos masculinizados e se vistam como homens e assumam papéis masculinos. Querem que os homens se tornem "frágeis" e delicados e com trejeitos, como se fossem mulheres. Uma criança com apenas cinco ou seis anos de vida já tem o direito de decidir se será homem ou mulher pelo resto da vida, mas um menor de dezoito anos, não pode responder pelos seus crimes.

Não há vagas para os doentes nos hospitais, mas há o incentivo e o patrocínio do SUS para quem quer fazer mudança de sexo.Há acompanhamento psicológico gratuito para quem deseja deixar a heterossexualidade e viver a homossexualidade, mas não existe nenhum apoio deste mesmo SUS para quem deseja sair da homossexualidade e viver a sua heterossexualidade e se o tentarem fazer, é crime. Ser à favor da família e religião é ditadura, mas urinar em cima dos crucifixos é liberdade de expressão.

Isso é doença mental, uma esquizofrenia social. Bem pior do que a síndrome que eu passei...”


domingo, 22 de outubro de 2017

Crise da Oi pode afetar 2.051 cidades

POR BRUNO ROSA
Fonte O GLOBO

RIO - Uma eventual falência da Oi pode deixar sem sinal os serviços de telecomunicações em 2.051 municípios brasileiros da noite para o dia. O número, que representa 37% do total de cidades do país, abrange locais onde só a Oi opera em telefonia fixa, celular ou banda larga e áreas atendidas por outras teles e provedores que usam apenas a infraestrutura da empresa carioca. Esse “caladão” nos serviços de telefonia e internet (voz e dados) pode afetar 46 milhões de linhas de celular, 14 milhões de telefones fixos e cinco milhões de pontos de acesso à banda larga. Os números constam de documento do governo, ao qual O GLOBO teve acesso, que retrata a preocupação com a companhia carioca, a maior concessionária do país.

Logo da Oi
Análise: 'A esperança da Oi, agora, é chinesa'
 Cidade de São Francisco de Itabapoana, no Norte fluminense, é uma das mais dependentes da Oi. São Francisco de Itabapoana, no Rio, seria o município mais afetado com eventual falência da Oi

Um dos trechos do documento é enfático: “2.051 municípios estão em risco de apagão imediato dos serviços de voz e dados”. Segundo uma fonte do governo envolvida no grupo de trabalho criado há duas semanas e coordenado pela Advocacia-Geral da União (AGU), em caso de uma possível falência da Oi, os mais afetados serão os usuários de celular.

O objetivo do documento é criar esforços para evitar que a Oi entre em processo de falência. Para isso, a AGU está liderando as conversas entre a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a Justiça e possíveis investidores para buscar uma solução conjunta entre credores e Conselho de Administração, que vêm se desentendendo com a diretoria executiva da Oi. A empresa está em recuperação judicial desde junho do ano passado e até agora não conseguiu aprovar seu plano de reestruturação. A assembleia de credores prevista para amanhã foi adiada para o dia 6 de novembro a pedido de credores, como bancos públicos, instituições financeiras privadas e fundos detentores de títulos. O objetivo é dar tempo para que se crie nova proposta de consenso.

O impasse em torno do futuro da Oi esbarra em problemas para seus concorrentes, TIM, Vivo e Claro, alerta o documento em análise na AGU e nos ministérios das Telecomunicações e da Fazenda. As teles alugam rede da Oi para prestar serviços em diferentes áreas do país, aponta o documento. Em quase 40% das cidades em que há alguma alternativa ao serviço da Oi, os concorrentes da tele carioca utilizam alguma parte da rede da concessionária, alugando equipamentos, circuitos ou até mesmo espaço nos imóveis da Oi.

— Praticamente todo o tráfego telefônico do Brasil, exceto no Estado de São Paulo, passa pela rede da Oi. O mais preocupante, porém, é o nível de dependência das outras empresas Brasil afora. Todas as teles dependem da Oi em algum grau. Assim, um problema na Oi afetaria não só os seus clientes, mas também os de outras empresas que alugam a rede da Oi e dependem da infraestrutura da concessionária para oferecer os serviços de voz e dados — disse uma fonte do governo.

A crise da Oi começou quando a tele comprou a Brasil Telecom (BrT) em 2010. Na ocasião, a união das duas concessionárias, que contou com ajuda do governo dentro da política de campeões nacionais, criou a chamada supertele. Com o negócio, a dívida da Oi aumentou, após a descoberta de passivos bilionários relativos à BrT. Quatro anos depois, a tele, endividada, decidiu se unir com a Portugal Telecom. E outra surpresa: no processo de unificação, a Oi descobriu rombo bilionário, desta vez em euros. Na última década, há diversas denúncias de uso político da Oi. Assim, a dívida da companhia aumentou ano a ano, forçando a empresa a entrar em recuperação judicial em junho de 2016, com débitos de cerca de R$ 64 bilhões.

ELEIÇÕES E HOSPITAIS
Desde o início do ano, a crise na companhia se agravou com as brigas envolvendo credores, acionistas e diretoria executiva. Com os desentendimentos ganhando força, o governo decidiu montar um grupo de trabalho interministerial para encontrar soluções para a Oi. Foram até o momento quatro planos diferentes de recuperação judicial, e um quinto pode ser feito ao longo de novembro.

— A situação da Oi foi ganhando complexidade. Como os credores podem reprovar o plano de recuperação judicial da Oi, o risco de intervenção cresce. A Anatel ainda analisa se abre ou não um processo para tomar a concessão - Destacou outra fonte

Assim, os reflexos podem ir além dos consumidores finais. O documento menciona efeito em serviços básicos de saúde e educação. Um dos trechos cita a importância da prestação de voz e dados da Oi em 40 mil unidades de saúde e cem mil estabelecimentos de ensino público. Quem também usa a rede da Oi é o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para transmissão de dados. Nas últimas eleições, em 2016, a rede da companhia foi usada em 4.924 municípios em 23 estados e Distrito Federal. A tele atende 61 postos de fronteira controlados pelo Exército.

Segundo Hermano Pinto, consultor em telecomunicações, a Oi é a empresa com maior integração nacional. Para ele, uma eventual paralisia da concessionária vai afetar o desenvolvimento do setor de telecomunicações.

— Norte, Nordeste e Centro-Oeste serão as regiões mais afetadas. Muitas cidades nessas regiões têm basicamente uma empresa com acesso fixo, que é a Oi. A empresa tem ainda todo um trabalho em escolas e hospitais, além da transmissão dos dados nas eleições do país — disse Pinto.

Segundo fontes do setor, nas regiões Nordeste e Norte, a dependência é maior, perto de 40% das cidades. Já no Sul e Centro-Oeste, esse número cai para cerca de 30%, chegando a 35% dos municípios de alguns estados. Isso ocorre, dizem analistas, porque a Oi tem a maior rede de fibra ótica da América Latina, com 363 mil quilômetros de extensão.

O especialista Ronaldo Sá, da Orion Consultores Associados, explica que as grandes empresas e provedores não tendem a investir na construção de uma rede em cidades onde não há renda suficiente. Com isso, explica ele, os conselhos de administração das companhias não aprovam o aporte de recursos, pois os investimentos são deficitários. A Oi aluga sua rede para cerca de 300 companhias.

— É uma decisão econômica. As empresas não investem em um local onde não haverá demanda para pagar todo o investimento — disse Sá.

AUMENTO DE INVESTIMENTO

Por outro lado, Eduardo Tude, da consultoria Teleco, minimiza os impactos de uma crise da Oi para o sistema de telecomunicações. Segundo ele, a grande força da companhia é em telefonia fixa e não em telefonia móvel e internet. Porém, reconhece que a tele tem papel relevante no aluguel de rede a outras empresas.

— A situação de dependência da Oi já foi mais crítica sobretudo em banda larga. Em telefonia móvel, há muitas opções também. Nos últimos anos, as redes das outras empresas também cresceram no país. Mesmo assim, o aluguel da rede da Oi por outras empresas ainda existe. Um dos efeitos que se sente hoje com a crise na Oi é o baixo volume de investimentos, como em banda larga e celular — avalia.

A Oi afirma que vem desempenhando suas atividades normalmente. A tele disse que, desde o início do processo de recuperação judicial, teve aumento de 45,5% no caixa e o volume de investimentos cresceu 18% em 2016. “A empresa está focada em iniciativas que garantem aumento da produtividade e eficiência operacional, que no primeiro semestre impactaram em um corte de custos da ordem de R$ 1,2 bilhão e melhoria de qualidade com redução de 58% das entradas de processos nos Juizados Especiais Cíveis frente ao mesmo período do ano passado”, destacou a Oi em nota. Procurada, a AGU não comentou.

Segundo a Anatel, as prestadoras são obrigadas a tornar suas redes disponíveis para interconexão quando solicitado. “Deste modo, o tráfego de chamadas ou dados pode ser realizado pela rede de uma ou mais empresas, na medida em que pode envolver usuários de diferentes prestadoras”, disse a agência, em nota, ressaltando que temas como esse são acompanhados constantemente.