terça-feira, 2 de maio de 2017
Trabalhador desafia presidente e faz sucesso no facebook
"O brasileiro é um povo que pega no pesado desde muito cedo. E sabe o valor do esforço, do quanto é dura cada conquista. E, agora, vem um presidente que se aposentou de terno e gravata aos 55 anos, ganhando mais de R$ 30 mil por mês, dizer que você tem de trabalhar mais e ganhar menos. Assista a essas verdades ditas por um trabalhador brasileiro"
Mensagem que corre o facebook, com mais de meio milhão de acesso.
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"O Brasil real não existe para Temer e a imprensa que o sustenta" Deputado Enio Verri
Fonte Blog Esmael Moraes
O deputado Enio Verri (PT-PR) advoga em sua coluna desta terça-feira (2) que “o governo Michel Temer deve renunciar” em virtude da alienação em relação à sociedade.
O colunista defende ainda a volta de Dilma para convocar novas eleições, bem como de uma Constituinte para as reformas política, de comunicação, agrária, tributária, entre outras não menos importantes.
Enio também critica a tentativa de censura da mídia golpista brasileira, que foi mais uma vez desmoralizada pela imprensa internacional. “Essa imprensa está nua diante da opinião pública e não parece ter tanto poder quanto ostenta”, observa.
O Brasil real não existe para Temer e a imprensa que o sustenta
Enio Verri*
É necessariamente urgente a restituição da democracia. Ela passa pela volta de Dilma Rousseff à Presidência e a convocação de eleições diretas e de uma Constituinte para as reformas política, de comunicação, agrária, tributária, entre outras não menos importantes. Dia 28, cerca de 40 milhões de pessoas pararam contra medidas ultraliberalizantes que reduzem a pó o solidário e superavitário sistema previdenciário e conduzem o País a condições de trabalho de 1920.
Por meio do ministro da Justiça, Temer desqualificou a greve, chamando-a de “fracasso”. A declaração diante de quase ¼ da população é um deboche e a confissão de que esse governo está alienado da sociedade e deve renunciar. A imprensa aliada de Temer não conseguiu esconder o que as redes sociais e a imprensa internacional mostraram em dezenas de cidades brasileiras. Essa imprensa está nua diante da opinião pública e não parece ter tanto poder quanto ostenta.
As propostas de acabar com a Previdência e precarizar as condições de trabalho uniram desde centrais sindicais adversárias a religiões de diversos credos, cujas lideranças fizeram abertas campanhas junto a seus fiéis. Seria bom acreditar que o ministério de notáveis de Temer está apenas tecnicamente errado. Mas, infelizmente, o desmonte é proposital para reduzir o Estado a zero e privatizar o que for do interesse do mercado financeiro, principalmente.
Desde as primeiras medidas, Temer deixa clara a estratégia. Asfixia financeiramente o Estado, por 20 anos, com a EC 95/2016. Precariza as instituições públicas, reduz e privatiza a previdência, com a PEC 287/2016. Torna o trabalhador uma peça ainda mais descartável, sem garantias e sem a proteção dos sindicatos como mediador no conflito entre os donos dos meios de produção e do capital e os fornecedores da força do trabalho, com o PL 6787/2016.
O PIB caiu, em 2015 e 2016, 3,8% e 3,6%, respectivamente. A inflação está baixa devido ao que se chama de recessão. Não há consumo porque não há emprego. Com a imposição da EC 95/16, de o Estado investir apenas a inflação do ano anterior, não haverá aumento real do salário mínimo. Ao diminuir ainda mais o poder de compra dos trabalhadores, a Previdência vai arrecadar menos. O resultado pode ser bom, ou ruim, depende do lado em que se está. Para os mais de 80% da população é péssimo, mas, para banqueiros, planos de saúde e de previdência privada, é ótimo.
Para sair da crise é necessário fazer a roda da economia girar. A primeira medida é retirar de pauta as reformas da Previdência e trabalhista. Tivesse esse governo a intenção de proteger a população, ampliaria as parcelas do seguro desemprego e anteciparia a 2ª parcela do abono salarial (PIS) de 2016, que só será paga em 2018. Essa alternativa foi utilizada pelo Partido dos Trabalhadores, em 2009, como medida anticíclica do reflexo da crise econômica internacional, de 2008.
Temer poderia aumentar o valor do Bolsa Família, incluir o 13º salário para o benefício e alterar a faixa de enquadramento da pobreza, para incorporar mais famílias. Junto com essas medidas, instituir política de formação profissional das famílias beneficiadas. Outra medida ao alcance do governo seria a retomada do Minha Casa Minha Vida, faixa 1, com recursos do FGTS. Garantiria um pequeno patrimônio para famílias cuja renda per capta é um salário mínimo e geraria muitos empregos no agonizante setor da construção civil.
Enfim, há uma série de medidas que dinamizariam a economia, sem destruir um exitoso e superavitário programa previdenciário e sem suprimir leis trabalhistas com as quais o País alcançou a condição de pleno emprego, em fins de 2014, com 4,5% de desempregados. O governo e a imprensa que lhe dá respaldo não se sustentam de pé. A cada dia que passa, cristaliza-se na consciência popular a certeza da ilegitimidade de Temer e seu grupo. Negar a última manifestação popular não a faz desaparecer, apenas revela o quão distante estão da realidade. Avante.
"O efeito reverso"
Fonte BALAIO DO KOTSCHO - R7
Lava Jato e as Eleições 2018: o efeito reverso
Um balanço dos números do primeiro Datafolha deste ano mostra mudanças no cenário eleitoral para 2018, no sentido inverso ao esperado pelos partidos que se uniram no processo de impeachment, um ano atrás, no bojo da Operação Lava Jato.
As delações da Odebrecht acabaram derrubando PSDB e PMDB e ampliando a vantagem do ex-presidente Lula, o principal alvo das operações, réu em cinco processos, que subiu para 29% das intenções de voto. Algo deu muito errado.
Com o governo do peemedebista Michel Temer aprovado por apenas 9% da população, quem mais cresceu no cenário com todos os presidenciáveis foi o deputado Jair Bolsonaro, que chegou a 11%, empatado com a ex-senadora Marina Silva.
Em quarto lugar, com 9%, aparece pela primeira vez o juiz Sergio Moro, que não é candidato nem filiado a partido político.
Empatados com 5% das intenções de voto, os tucanos mais bem avaliados, Aécio Neves e João Doria, surgem a seguir, ao lado de Joaquim Barbosa, que também não é candidato, e Ciro Gomes.
Na rabeira, estão o governador tucano Geraldo Alckmin, padrinho de Doria, e o apresentador Luciano Huck, com três pontos. O senador José Serra, outro pré-candidato do PSDB, não aparece na lista.
Numa projeção de segundo turno, Lula está tecnicamente empatado com Moro e Marina, na faixa de 40%. Em rejeição, Lula (45%) ficou empatado com Aécio Neves (44%).
O efeito reverso pode ser explicado pela nova rodada da pesquisa sobre a avaliação das reformas do governo divulgada nesta segunda-feira.
Defendidas pelo PSDB e condenadas pelo PT de Lula, as reformas previdenciária e trabalhista foram rejeitadas pela maioria dos entrevistados na pesquisa.
Sete em cada dez brasileiros (71%) declararam-se contra a reforma da Previdência; para 64%, a reforma trabalhista, já aprovada na Câmara, só beneficia os patrões.
Mais do que a greve geral de sexta-feira, os números desta pesquisa podem influenciar a posição de deputados e senadores, que ainda vão votar as reformas, pois eles não costumam contrariar a opinião pública quando estão em busca de reeleição.
Vamos ver como se comportam suas excelências quando voltarem de suas bases eleitorais depois de mais um feriadão. Sem números confiáveis divulgados até o momento, só será possível avaliar o alcance da greve quando se fizer um levantamento sobre as perdas econômicas.
Os pesquisadores do Datafolha ouviram 2.731 eleitores em 172 municípios entre quarta e quinta-feira _ antes, portanto, da greve geral.
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Política, cultura, esporte, histórias da vida real: no blog Balaio do Kotscho, cabe qualquer assunto. Paulista, paulistano e são-paulino, Ricardo Kotscho, 68, é repórter desde 1964 e já trabalhou em praticamente todos os principais veículos da imprensa brasileira em diferentes cargos e funções, de estagiário a diretor de redação. É atualmente comentarista político do Jornal da Record News e blogueiro do R7 desde 2011.segunda-feira, 1 de maio de 2017
Proferida sentença no caso dos pneus
A 2ª Vara da Fazenda Pública de Maringá Julgou procedente o pedido, com resolução de mérito, nos termos do art. 487, I, NCPC, para declarar que houve a prática de atos que importaram em vantagem patrimonial indevida aos réus, mediante lesão ao patrimônio do Município de Paiçandu e violação aos princípios que regem a administração pública, em razão disso, foi aplicada aos réus as seguintes sanções:
Perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio; ressarcimento integral do dano, atualizado monetariamente.
Perda de seus respectivos cargos públicos, se ainda houver.
Pagamento de multa civil que fixo no importe de R$ 10.000,00 corrigidos.
Suspensão dos direitos políticos dos réus pelo prazo de 08 (oito) anos; e, ainda, a proibição de contratarem com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual eventualmente sejam sócios majoritários, pelo prazo de 10 (dez) anos. indisponibilidade de bens e afastamento.
Os réus deverão arcar solidariamente com o pagamento das custas e despesas processuais.
Maringá, 26 de abril de 2017.
Nova Greve Geral pode estourar se governo não retroceder
“Não aceitamos a reforma trabalhista como está. E vamos para a Câmara. E vamos para o governo. Se o governo Temer quiser negociar a partir de amanhã, nós estamos dispostos a negociar. Agora, se o governo não abrir negociação, se o governo não discutir com centrais, se o governo não mudar essa proposta, nós vamos parar o Brasil novamente”, disse Paulinho da Força, como é mais conhecido, referindo-se à greve geral da última sexta-feira (28), convocada pelas centrais sindicais.
Nesta semana, as centrais sindicais terão reuniões para definir um calendário de atos contra as reformas e há a possibilidade de uma nova greve geral caso não haja negociação com o governo, segundo Paulinho da Força. “Quem sabe a gente consiga fazer com que Brasília ouça as vozes das ruas”, disse.
Mais informações:www.em.com.br
Rapaz atingido por cassetete durante greve geral respira por aparelho
O estudante de Ciências Sociais da Universidade Federal de Goiânia (UFG) Mateus Ferreira, 33 anos, está internado em estado grave no Hospital de Urgências de Goiânia e respira por aparelhos, segundo boletim médico divulgado neste sábado (29).
Ele foi atingido por um golpe de cassetete de um policial militar no rosto em protesto na greve geral desta sexta-feira (28), sofreu traumatismo cranioencefálico e múltiplas fraturas. A manifestação é contra as reformas trabalhista e previdenciária, propostas pelo governo de Michel Temer.
De acordo com informações divulgadas pelo Hospital de Urgências de Goiânia, Mateus passou por um procedimento de reconstrução facil e segue internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Uma gravação divulgada nas redes sociais mostra a agressão ao estudante na Praça do Bandeirante com a Avenida Anhanguera, no setor Central, em Goiânia, após confusão entre manifestantes e policiais.
Informação: HUFFPOST
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