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quarta-feira, 22 de março de 2017

Por Observatório da Evangelização - Brasil no caos: e um bispo levanta a voz


“Os brasileiros precisamos ter a consciência da gravidade do momento político, social, econômico e moral que vivemos nos últimos meses.”

Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, bispo auxiliar de Belo Horizonte e reitor da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

Em 2016, o governo tomou decisões que terão consequências nefastas para trabalhadores e pobres devido à Proposta de Emenda Constitucional (PEC 241 na Câmara Federal e PEC 55 no Senado), com a qual praticamente cessam as contribuições para a reforma da Previdência Social.

O país se encontra diante do contínuo agravamento das condições de vida das populações indígenas, das mudanças no Estatuto do Desarmamento, das alterações nas leis referentes à classe operária, dos inúmeros casos de corrupção envolvendo políticos, empresários e advogados suspeitos de se livrarem dos vestígios das suas atividades iníquas.

“Famílias da chamada classe média veem rapidamente diminuir seu poder de compra, tendo que adiar sonhos como o de possuir o imóvel próprio, aumentar a família, formar os filhos na universidade ou que seja viajar e descansar da rotina de trabalho, cada vez mais massacrante.”

É dura a acusação do bispo contra o governo, que defende os interesses do grande capital, exigindo sacrifícios ao mais pobres que lutam para sobreviver. O sistema financeiro é privilegiado. Os bancos vão muito melhor do que o país e acumulam riquezas. Assiste-se a um triste atraso de iniciativas de resgate da dignidade popular. O neoliberalismo torna-se desenfreado.
As dinâmicas de participação democrática são fortemente hostilizadas e reduzidas a fragmentos, em um momento em que – ressalta Dom Joaquim mais uma vez – seria preciso levantar a cabeça e caminhar. E também levantar a voz, especialmente em defesa das populações indígenas. Nos quase 30 anos desde que entrou em vigor a Constituição, que deu impulso à proteção dos direitos dos indígenas, essas pessoas hoje estão correndo graves riscos, a ponto de as Nações Unidas redigirem um dramático relatório.

No Brasil de hoje, o Estado continua vivendo separado da sociedade civil, e a deterioração das condições de vida das populações indígenas e dos setores mais pobres deveria sacudir as consciências.

“Nenhuma nação pode realizar-se em meio a tanta desigualdade. É papel precípuo da universidade não só expressar sua solidariedade às massas de pobres, trabalhadores empregados ou não, homens e mulheres de boa vontade e de todas as idades, como também contribuir para a formação da consciência crítica, cidadã, ecológica integral, progressista, ética, arejada, humanizada, inclusiva, justa e livre.”

(A reportagem é de Francesco Strazzari, publicada no sítio Settimana News, 18-03-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.)

terça-feira, 21 de março de 2017

Clique e Publique

Todos os dias de manhãnzinha  cerca de 4 aviões de cruzeiro cortam o céu de Paiçandu ;principalmente rumo a Argentina. Eles viajam milhares de quilômetros vindos da França, Espanha, Inglaterra e Alemanha.

 Com o início do Outono o friozinho proporciona imagens como essa; hoje conseguimos esta bela foto na sincronia; céu azul, máquina e astro.

Acessando  o site www.flightradar24.com é possível acompanhar em tempo real a passagem de uma aéronave, sua rota, origem e destino; essas são algumas das vantagens da tecnologia, saber antecipadamente quando vai passar um avião, até por onde ele já passou tempo de vôo e até mesmo que horas vai chegar.

E quem diria, que quando meu avô viu o primeiro avião; não sabia o que era, o jeito foi se esconder na tuia.

domingo, 19 de março de 2017

Charge do Amarildo

amarildocharge.wordpress.com

Saiba porque as Kombis antigas estão sendo exportadas do Brasil para Europa aos montes

A maioria dos compradores (que ironia!) é da Alemanha, o país que lançou a Kombi em 1950. As outras encomendas, por ordem de volume, vêm da França, do Reino Unido, da Holanda e da Bélgica.
Ela foram apelidadas de “corujinhas” pelos fãs de Volkswagen. Após décadas dando duro por aqui, elas serão embarcadas para a Europa, onde curtirão uma existência mais tranquila nas mãos de colecionadores.

Saiba mais clicando na matéria do EXTRA GLOBO.COM

sexta-feira, 17 de março de 2017

Nota dos Bispos da Bahia e Sergipe sobre o momento Nacional


“Não nos deixamos abater” (2 Cor 4,16).

Nós, bispos da Bahia e Sergipe, Regional Nordeste 3 (NE 3) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), reunidos em Assembleia, de 13 a 15 de março de 2017, em Salvador, refletimos e rezamos sobre o momento nacional.

Na convivência de pastores com o nosso povo, percebemos a sua imensa angústia e apreensão diante do que está acontecendo no país: caos na saúde, milhões de desempregados, violência, criminalização dos movimentos sociais, corrupção em vários segmentos, pessoas de duvidosa reputação em postos de comando.

Para culminar, as propostas de reformas do Governo Federal, especialmente a previdenciária, ameaçam os direitos sociais adquiridos pela Constituição Cidadã de 1988, penalizando, sobretudo, os mais pobres e vulneráveis.

Compreendemos a necessidade de diversas reformas para aprimorar o Estado Brasileiro, entretanto elas não devem violar direitos adquiridos e os deveres em relação ao bem comum.

Conscientes de que somos chamados a ouvir os clamores dos mais necessitados, manifestamos nosso apoio e solidariedade ao povo, às suas organizações e a todas as entidades que lutam em defesa dos mais pobres.

Exortamos os parlamentares a serem sensíveis aos clamores do povo brasileiro. “Ninguém pode se sentir exonerado da preocupação pelos pobres e pela justiça social” (Papa Francisco, Evangelii Gaudium, 202).

Conclamamos nossas comunidades cristãs que se unam e não se deixem abater.

Na comemoração dos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, confiantes em sua materna intercessão, pedimos que ela alimente nossos sonhos e sustente nossa esperança.

Salvador (BA), 15 de março de 2017.

Em nome dos bispos do Regional Nordeste 3 da CNBB

Dom João Carlos Petrini
Presidente do NE3 da CNBB
Dom João José Costa
Vice-presidente do NE3 da CNBB
Dom Gilson Andrade da Silva
Secretário do NE3 da CNBB

Noticiário de esquerda reclama da grande mídia televisa que deu pouco destaque às manifestações anti reformas

Protestos contra a reforma da Previdência: o que você não viu na TV


Esse é o título do Portal Vermelho em uma matéria que tem uma certa lógica, que fala sobre a manipulação dos fatos omitidos pela TV, onde a grande maioria da população segundo o texto se informa e forma opinião. 

"De acordo com a Pesquisa Brasileira de Mídia 2016, da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, a TV é o principal meio de informação para 63% do país. Se considerarmos o principal ou o segundo meio de informação, o índice sobe para 89% da população, comprovando a força desproporcional deste veículo em relação aos demais tanto para a informação quanto para a formação da opinião pública nacional"

quinta-feira, 16 de março de 2017

Frei Franciscano divulga carta aberta contra a reforma da Previdência Social

Fonte www.franciscanos.org.br

São Paulo, 15 de março de 2017

“A cabeça pensa a partir de onde os pés pisam”, Frei Betto.

Neste dia 15 de março, em que diversas organizações brasileiras propõem uma greve geral em protesto contra a Reforma da Previdência, em nome de meus confrades e do Povo de Deus junto a quem realizamos a missão evangelizadora em nosso território provincial, não me resta outra postura a não ser a de um posicionamento frontalmente contrário à Reforma da Previdência Social proposta pela Proposta de Emenda à Constituição (PEC 287/2016), especialmente no que diz respeito ao aumento do tempo mínimo de contribuição para 49 anos e da idade mínima para 65 anos.

Para sustentar meu posicionamento, não lanço mão de argumentos baseados na economia, na matemática e na administração, pois não tenho conhecimento o suficiente nestas áreas. No entanto, baseado na realidade que nossos confrades encontram nos ambientes onde vivem e convivem e no compromisso com a Justiça, exigência irrenunciável do Evangelho, afirmo com convicção que esta proposta é um verdadeiro ato de covardia com os mais pobres.

Basta olharmos para a luta diária de nossos irmãos agricultores, especialmente nas áreas rurais em que estamos presentes nos estados do PR (especialmente a Região Sudoeste), SC (Alto Vale do Itajaí, Planalto Central e Oeste) e ES (especialmente a região de Colatina), ou para a dureza da vida dos operários nas periferias urbanas do Rio de Janeiro (Baixada Fluminense) e São Paulo para percebermos o grau de insanidade presente em exigir que estes trabalhadores braçais se desdobrem em quase 50 anos de trabalho para, depois, receberem migalhas que mal custeiam os remédios que se fazem necessários depois de uma vida de trabalho intenso e extenuante.

A quem beneficia iniciativas dessa natureza? Por que não apostarmos em estratégias mais distributivas e justas? Por que, para uma minoria privilegiada, um sem-número de privilégios e, para a grande massa da população, a dureza de explicações pautadas em argumentos frios e desumanos, baseados na aridez dos números?

São perguntas a que nossos dirigentes não podem se furtar em responder. Permaneçamos firmes, cada um dentro de suas possibilidades, para lutarmos com todas as forças a fim de que nosso Brasil seja de fato um lugar de justiça e de paz para todos.

Com estima fraterna, e com apoio de meu Definitório Provincial, deixo minhas saudações, rogando a Deus por um tempo de maior senso de humanidade em nosso país.

Frei Fidêncio Vanboemmel, OFM

Ministro Provincial da Província Franciscana da Imaculada Conceição do Brasil

Charge do Amarildo

amarildocharge.wordpress.com

Reforma da Previdência - Dois vídeos, dois lados, de qual deles você está?



Hoje é dia da Bandeira do Paraná

Em 2005, o deputado estadual Rafael Greca apresentou na Assembleia Legislativa projeto de lei instituindo a data de 16 de março como o “Dia da Bandeira do Paraná”. A iniciativa foi convertida na Lei n° 14.746, publicada no Diário Oficial n° 7002, de 22/06/2005.


Cada um dos elementos e cores da bandeira possui um significado próprio:

O verde representa as florestas exuberantes que cobriam boa parte do território paranaense no final do século XIX.
O branco simboliza o espírito pacífico do povo paranaense.
O azul é a cor do firmamento.
O círculo central azul corresponde a uma imagem da esfera celeste, inclinada segundo a posição astronômica da cidade de Curitiba da noite de 29 de agosto de 1853, data em que foi assinada lei imperial nº 704 que aprovou a emancipação política da Província do Paraná, fato histórico que a desmembrou da então Província de São Paulo.
Todas as estrelas têm 5 pontas. As estrelas não têm o mesmo tamanho; elas aparecem em 3 (três) dimensões: de primeira, segunda e terceira grandezas, ao contrário da bandeira do Brasil. Estas dimensões não correspondem diretamente às magnitudes astronômicas como aparecem no firmamento mas estão relacionadas com elas. Quanto maior a magnitude da estrela maior é o seu tamanho na bandeira.

As cinco estrelas do Cruzeiro do Sul que aparecem na bandeira paranaense são:

Alfa crucis (Estrela de Magalhães);
Beta crucis (Mimosa);
Delta crucis (Pálida);
Gama crucis (Rubídea);
Epsilon crucis (Intrometida).

A faixa branca está relacionada ao Trópico de Capricórnio, que corta o Paraná ao norte, embora na verdade a faixa branca da bandeira estadual é apenas um lugar para o nome do Estado em maiúsculas.
Os ramos de araucária e erva-mate, representados na bandeira, eram os principais produtos econômicos do Paraná à época.