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sexta-feira, 17 de junho de 2016

"Governo quer meter a mão na Previdência" - Diz Sindicato dos Metalurgicos


Ao mesmo tempo em que o governo quer impor uma idade mínima para os trabalhadores se aposentarem, uma nova medida vai dar “carta branca” para que o presidente interino Michel Temer (PMDB) desvie até R$ 120 bilhões da Seguridade Social (Previdência Social, Assistência e Saúde).

A DRU (Desvinculação das Receitas da União) permitirá que o governo gaste até 30% do orçamento como bem entender. Até agora, o gasto poderia ser de até 20%.

Na prática, o governo Temer vai usar essa medida para retirar ainda mais dinheiro da Seguridade Social para pagar juros aos banqueiros.

É como se a cada R$ 100 do caixa da Previdência, o governo tirasse R$ 30 para dar aos bancos. Quem perde, é claro, somos nós, trabalhadores!

A manobra foi aprovada, por meio da Proposta de Emenda Constitucional (PEC 04/2016), pela Câmara dos Deputados, no dia 8. Falta ainda a aprovação pelo Senado. Se isto acontecer, a DRU valerá até 2023. É muito tempo!

Facão na Previdência
Essa sangria provocada pela DRU mostra o quanto o governo mente ao dizer que a Previdência é deficitária. A verdade é que ela só vai para o buraco se o governo continuar com esse plano.

A ampliação de 20% para 30% da DRU foi proposta na gestão da presidente Dilma (PT) e abraçada pelo governo Temer. Mais uma prova de que são todos farinha do mesmo saco!

FAT também vai perder
O Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) também vai ser prejudicado. Segundo o Ministério do Trabalho, o FAT deve perder R$ 46 bilhões em três anos com a ampliação da DRU. Vale lembrar que vem desse Fundo o dinheiro do seguro-desemprego e abono salarial (PIS).

“A ampliação da DRU mostra o quanto ainda temos de lutar para derrubar os governantes e parlamentares que se colocam contra os trabalhadores”, afirma o diretor do Sindicato Célio Dias.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Trabalhadores rurais protestam em todo o Brasil contra medidas do Governo interino Michel Temer


Trabalhadores rurais protestam em todo o Brasil
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O pedido dos trabalhadores é para que seja garantida a manutenção dos direitos da previdência de quem atua na área rural. Além de combater algumas das mudanças propostas na reforma da previdência, como alteração na idade mínima de aposentadoria para 65 anos e a desvinculação do salário mínimo federal, os rurais tentam desmitificar a imagem de que não contribuem para a Previdência Social.

Segundo eles o governo de Michel Temer está anunciando muitos cortes e nessa reforma da Previdência Social alegam estar sendo prejudicados. Os direitos de aposentadoria com 55 anos para mulher e 65 anos para o homem está sendo mudado para colocar todo mundo para se aposentar com 65 anos. Disse um dos representantes da categoria.

Trabalhadores rurais da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), federações estaduais e sindicatos rurais ocuparam hoje (16) pela manhã dois ministérios em Brasília. Eles reivindicam a volta do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), extinto pelo governo interino de Michel Temer.

Segundo a entidade, cerca de 10 mil pessoas participam da manifestação no prédio do Ministério do Trabalho e Previdência Social

O Ministério do Desenvolvimento Agrário foi integrado à Casa Civil, na Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário. “É esse povo [agricultores familiares] que, segundo o IBGE, produz 70% da comida que vai pra mesa do povo brasileiro. Tememos que o fim do MDA signifique também o desmantelamento das políticas da agricultura familiar”, disse Broch.

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Contundente - 'Grande mídia é a caixa de ressonância do golpe, mas Judiciário é o ator principal', diz sociólogo da Unicamp


Camilla Hoshino e Anderson Marcos dos Santos | Brasil de Fato

Para Laymert Garcia dos Santos, professor do departamento de Sociologia da Unicamp, 'esse golpe é, antes de tudo, jurídico', com o Judiciário liderando estratégia de desestabilização 'em articulação com o Legislativo e com a grande mídia'

Na opinião de Laymert Garcia dos Santos, sociólogo da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), a grande mídia funciona como uma caixa de ressonância do golpe no Brasil, mas o grande ator desse processo é o Poder Judiciário. “Utiliza-se a lei de forma excepcional. Isso implica justamente dizer que o Estado de Direito é suspenso”, explica.
Nesse sentido, segundo Santos, a construção do discurso por meio do próprio Direito, através de apurações seletivas promovidas pela Operação Lava Jato, serviu para criminalizar a esquerda no país. “É justamente aí que entram os meios de comunicação para ganhar a chamada opinião pública. Eles funcionam como uma caixa de ressonância para tornar credível e aceitável uma única versão das coisas”, analisa.

Laymert Garcia dos Santos é Doutor em Ciências da Informação pela Universidade de Paris VII, Mestre em Sociologia das Sociedades Industriais pela Escola de Estudos Avançados em Ciências Sociais (EHESS) e professor titular do departamento de Sociologia do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp.

"A articulação se dá utilizando tecnologias jurídicas de um modo dentro da lei, mas ao arrepio da lei, com uma flexibilidade das regras do jogo. Utiliza-se a lei de forma paradoxal – ou para usar uma expressão que eu gosto mais –, de forma excepcional, porque isso implica justamente dizer que o Estado de Direito é suspenso. Então você tem a impressão de que está em um Estado de Direito, mas, na verdade, já está em um Estado de Exceção. E esse foi o papel que o Judiciário cumpriu, tanto o Ministério Público Federal, quanto a operação Lava Jato e o Supremo Tribunal Federal, no sentido de fazer uma apuração seletiva da corrupção e de conseguir, através dessa apuração, criminalizar a esquerda. É justamente aí que entram os meios de comunicação para ganhar a chamada opinião pública. Eles funcionam como uma caixa de ressonância para tornar credível e aceitável uma única versão das coisas. E esse é o jogo que eu vejo como mais importante. Insisto no papel do Judiciário, pois ele está sendo muito poupado nesse processo"

Trecho da entrevista em que o Sociólogo fala ao :operamundi.uol.com.br





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quarta-feira, 15 de junho de 2016

Senador Álvaro Dias defende votação imediata das 10 medidas contra a corrupção parada no congresso

Senador da República 

O senador Alvaro Dias (PV-PR), em sua coluna desta quarta (15) no site Esmael Morais, pede à Câmara que vote em regime de urgência as medidas que endurecem as penas para os crimes de corrupção. Segundo o colunista, citando o procurador Deltan Dallagnol, é lastimável as conspirações de poderosos para deter a Lava Jato. Leia, ouça, comente e compartilhe a íntegra do texto abaixo:

Alvaro Dias
Na esteira das grandes mobilizações populares dos últimos tempos, o Brasil começou a mudar por meio de instituições que são essenciais para o seu futuro, como o Ministério Público; a Polícia Federal e a Justiça Federal, com sede em Curitiba, capital do meu Estado.
E é bom sempre repetir: ou os políticos mudam ou serão atropelados por esse sentimento imbatível de mudança que assalta a alma do povo brasileiro. Não há como impedir a mudança!
Em entrevista recente, o Procurador Deltan Dallagnol, que coordena a Força Tarefa na Operação Lava Jato, afirmou que ‘quem conspira contra as investigações são pessoas que estão entre os mais poderosos e influentes da República’. É lastimável que isso ocorra quando se exige a mudança da cultura política no País.

Eu prefiro acreditar que é impossível deter a Operação Lava Jato. Ela alcançará os seus objetivos finais, sustentada, sobretudo, pelo apoio popular, mas certamente, também sustentada por aqueles que, na atividade pública, compreendem que a aspiração maior do povo brasileiro é uma mudança radical em relação ao sistema vigente.

No contexto dessas preocupações, nós também defendemos que a Câmara dos Deputados vote imediatamente, em regime de urgência, dez medidas contra a corrupção, que obtiveram mais de dois milhões de assinaturas de brasileiros. As medidas impõem maior rigor na legislação penal do País, trabalhando, portanto, contra a impunidade que alimentou os escândalos de corrupção que hoje preocupam e indignam o povo brasileiro.

É urgente a aprovação. O presidente da Câmara tem que constituir uma comissão especial para iniciar o debate sobre essas medidas. Depois desse esforço coletivo, com milhões de brasileiros subscrevendo as propostas que vieram do Ministério Público, não se admite protelação por parte da Câmara dos Deputados.

Nossa legislação precisa avançar, e não retroceder com projetos que favorecem a impunidade. Os brasileiros querem uma nova Justiça no País, e nós temos que fazer a nossa parte.
*Alvaro Dias é senador pelo Partido Verde. Ele escreve nas quartas-feiras para o Blog do Esmael sobre “Ética na Política”.

Fonte Blog ESMAEL MORAIS

terça-feira, 14 de junho de 2016

14 de junho

14 de junho é o 166.º dia do ano no calendário gregoriano. Faltam 200 para acabar o ano.

Datas Comemorativas
Dia Mundial de Deus
O Dia Universal de Deus, considerado um mistério para muitos, é uma ocasião que ajuda a pensar e refletir sobre a figura abstrata de Deus. Não há uma única religião que argumente com exclusividade sobre esta data, na verdade o dia procura reunir as concepções ao invés de separá-la.

Dia da Manicure.
Dia do Solista. Solista é aquele que realiza algo sozinho.Geralmente nas artes e nos esportes. Na dança, é aquele que executa a coreografia solo.
Dia Mundial do Doador de Sangue.

Fatos Históricos
1920 - Pela primeira vez uma artista foi ouvida na Europa através da rádio: a cantora Nelia Melba, que atuava em Londres, foi ouvida por rádios em Paris.
No dia 14 de junho de 1928, nasceu Ernesto "Che" Guevara, um dos heróis da Revolução Cubana, ao lado de Fidel Castro. Che foi um dos líderes revolucionários que mais se destacou no século XX. Ele esteve em praticamente todos os países da América e viajou pelo mundo pregando o socialismo e condenando ações imperialistas."Che" Guevara era de origem argentina.
1966 - O Vaticano anuncia a abolição do Index Librorum Prohibitorum (Índice de livros proibidos).

Santos do Dia
Santa Clotilde
Dia de São Mário Aquino.

segunda-feira, 13 de junho de 2016

BR-376 será interditada em Nova Esperança nesta terça e quarta-feira

Fonte Secretaria de Infraestrutura e Logística do Paraná

A BR-376 será interditada nesta terça e quarta-feira (14 e 15), em Nova Esperança, no Noroeste do Estado, para a execução de obras. A rodovia estará fechada nos dois dias, das 8h às 18 horas, na altura do km 136, no entroncamento com a PR-463. As obras fazem parte da duplicação da BR-376, entre Mandaguaçu e Paranavaí, que beneficia mais de 10 mil usuários que transitam na estrada todos os dias.

O tráfego será bloqueado para a montagem das vigas do viaduto, no cruzamento da BR-376 com a PR-463. O bloqueio também afetará os usuários da PR-463 que seguem para Colorado ou o interior de São Paulo. A orientação é para que os motoristas se programem e saiam de casa com antecedência.

Os trabalhos são feitos pela concessionária Viapar e fiscalizados pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER-PR). Até o fim deste ano está prevista a conclusão da duplicação de 33,6 quilômetros, dos 56,6 quilômetros entre Mandaguaçu a Paranavaí.

No principal acesso de Nova Esperança, a rodovia BR-376 está sendo rebaixada em um trecho de 500 metros, a cerca de 9 metros de profundidade. O trânsito urbano passará por cima da BR-376. De acordo com a Viapar, 35% das obras já estão concluídas.

Atualmente, 200 pessoas trabalham na construção de dois viadutos em Nova Esperança, de outros dois em Presidente Castelo Branco, mais cinco em Mandaguaçu e, também, em vários outros pontos na pavimentação e terraplanagem.

Ainda em 2016, outros 10 quilômetros da segunda etapa da duplicação da BR-376 já estarão prontos no trecho entre Nova Esperança e Paranavaí. O restante ficará para o segundo semestre de 2017.

“Esta é uma importante duplicação, fruto das negociações com a concessionária Viapar, que conseguiu antecipar o início da obra. Além dela, outros 400 quilômetros de rodovias estão em obras de duplicação no Estado para acabar com gargalos rodoviários”, disse o secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho. Ao todo, o investimento nestas obras é de R$ 367 milhões.

A previsão é que a duplicação entre Mandaguaçu e Paranavaí seja concluída até dezembro de 2017.

Proposta de Fumace com avião agrícola na guerra contra o Aedes aegypti.


O combate ao mosquito Aedes aegypti, causador da dengue, zika e chikungunya, pode ter a aviação agrícola como aliada. Em audiência nesta quinta-feira (9) no Senado, representantes do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola defenderam a aplicação aérea de inseticidas como uma das alternativas para tentar evitar uma nova epidemia de dengue. Mas a proposta de fazer o "fumacê aéreo" nas cidades encontra resistência dentro do Ministério da Saúde.

Entre as vantagens do método, estão a velocidade do tratamento (mais de 400 hectares por hora), o efeito de choque sobre o mosquito adulto, o alcance em áreas que o "carro fumacê” não consegue atingir, uniformidade de deposição e o custo reduzido, de acordo com Júlio Augusto Kampf, vice-presidente do Sindag.
A proposta das empresas de aviação agrícola é escolher uma área piloto em uma região de epidemia da doença e, ali, utilizar um avião para aplicar o mesmo inseticida atualmente utilizado apenas por terra. A intenção é chegar a um protocolo de operações que garanta a segurança da população.

"Se estamos em guerra [contra o mosquito], vamos utilizar todas as ferramentas para diminuir a epidemia", disse Kampf.
O engenheiro agrônomo José Carlos Christofoletti registrou que o uso de aviões para combate a mosquitos é comum nos Estados Unidos e em diversos países da América Latina. No Brasil, a técnica também foi utilizada em 1975, quando aviões agrícolas foram responsáveis pela eliminação dos focos de mosquitos Culex na região da Baixada Santista, em São Paulo.

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Presidente do Senado Renan Calheiros mostra receio de que Lula volte a ser Presidente

A interlocutores, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), foi direto na sentença, ao traçar um panorama depois de observar o humor dos parlamentares diante da pesquisa: "A PEC das eleições não passa pelo simples fato de que Lula é o favorito hoje", disse o senador peemedebista em relação à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 28/2016, que começou a tramitar no Senado no dia 1º e prevê realização de plebiscito nacional, no primeiro turno das eleições municipais de 2016, questionando o eleitor sobre a realização imediata de novas eleições para presidente e vice-presidente da República.

A proposta, de autoria do senador Walter Pinheiro (sem-partido-BA), recebeu o apoio de 32 senadores. Pela PEC, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) será o responsável pela convocação e regulamentação do plebiscito, ao qual o eleitor deverá responder “sim” ou “não” para a seguinte pergunta: Devem ser realizadas, de imediato, novas eleições para os cargos de presidente e vice-presidente da República?

De acordo com a PEC, se o número de votos em favor da realização de novas eleições imediatas for igual ou superior à maioria dos votos válidos, o TSE convocará o novo sufrágio para 30 dias após a proclamação do resultado do plebiscito. Pelo texto, o mandato dos eleitos finaliza em 31 de dezembro de 2018.

Na intenção de voto espontânea em simulação de primeiro turno, Lula é o preferido de 8,6% dos entrevistados. Em seguida, vem o senador Aécio Neves (PSDB), com 5,7%. Na sequência, aparecem a ex-senadora Marina Silva (Rede), com 3,8%; a presidente afastada Dilma Rousseff, com 2,3%; o presidente interino Michel Temer, com 2,1%; o deputado Jair Bolsonaro (PSC), com 2,1%; o ex-ministro Ciro Gomes (PDT), com 1,2%; o governador Geraldo Alckmin (PSDB), com 0,6%; o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa, com 0,6%; e o ministro José Serra (PSDB), com 0,3%. Outros candidatos somam 1,7%; brancos e nulos, 16,7% e indecisos somam 54,1%.

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10 medidas contra a corrupção com 2 milhões de assinaturas de Brasileiros está parado na Câmara há 2 meses

Governo Temer resiste a apoiar medidas anticorrupção defendidas pelo MPF



Apesar do discurso em defesa da Operação Lava Jato, o governo do presidente em exercício Michel Temer resiste a encampar as dez medidas de combate à corrupção defendidas pelo Ministério Público Federal com o apoio de 2 milhões de assinaturas. Na esteira das investigações dos desvios na Petrobras, o pacote – que contém 20 propostas legislativas – foi apresentado como projeto de iniciativa popular na Câmara há dois meses, mas está parado na Casa, à espera da criação de uma comissão especial.

As medidas contam com o apoio do juiz federal Sérgio Moro e dos procuradores da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba. "Essas propostas são de iniciativa popular e não foram apresentadas pelo Executivo. No momento, nossa prioridade é a pauta econômica", afirmou André Moura (PSC-SE), líder do governo na Câmara e aliado do presidente afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), alvo da Lava Jato.

A criação da comissão especial depende de uma decisão do presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), que não tem exercido suas funções de fato. "Isso dificulta tudo ainda mais", disse Moura.