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domingo, 21 de fevereiro de 2016

Números negativos sobre objetivo do milênio estabelecido de 2000 à 2015 por 189 países


Relatório da ONU mostra uma realidade ambiental assustadora. Ou criamos outro sistema, ou deixamos que o 1% acabe de fazer o serviço.

Por Najar Tubino

Jazer significa estar morto ou como morto. Esse é o caso do dito cujo. Os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, assinado por 189 países em 2000, definiu oito pontos principais, entre eles, combate a extrema pobreza, mortalidade infantil, igualdade de gênero, redução das doenças transmissíveis como AIDS, malária e tuberculose, ensino fundamental e um melhor gerenciamento do desenvolvimento. O prazo acabou em 2015, ano em que o 1% da população mundial detém 50% da riqueza. O ano mais quente da história recente, onde foram anunciados os eventos extremos meteorológicos ocorridos nos últimos 20 anos: 6.457 contando enchentes, tempestades, ondas de calor e secas. Morreram 606 mil pessoas, 4,1 bilhões ficaram feridas, sem abrigo ou necessitaram assistência de emergência. Mais: 87 milhões de casas destruídas, prejuízos anuais de 250 a 300 bilhões de dólares.

Metas importantes foram cumpridas, como a redução da pobreza, da mortalidade infantil, do acesso ao ensino, da assistência aos doentes, entre outras coisas. Entretanto, o relatório da ONU, de 76 páginas, aprovado no final do ano passado mostra uma realidade cruel da humanidade neste momento. E serve de argumento para decretarmos o estado do cadáver insepulto do capitalismo. Vamos lá:

A realidade do mundo em números

- 946 milhões de pessoas defecam ao ar livre, segundo o relatório, que de livre não tem nada, porque somente na Índia morrem 200 mil crianças por ano de diarreia, entre outras doenças espalhadas por moscas, mosquitos e outros insetos, que carregam restos de fezes humanas pelos trajetos usados- como cólera, desinteria, ebola, hepatite A.

- 880 milhões vivem em favelas, bairros de lata, que são comuns na Ásia.

- 2,4 bilhões, a maioria na zona rural, convive com instalações sanitárias não melhoradas, como registra o eufemismo dos burocratas.

- 32 milhões estão contaminados com o vírus HIV e não recebem tratamento.

- 16 mil crianças morrem diariamente antes de completar cinco anos. Em 2015 morreram 5,9 milhões, sendo um milhão ao nascer, outro milhão uma semana depois, e 2,8 milhões nos 28 dias do período neonatal.

- 57 milhões de crianças em idade de frequentar escola estão sem estudar.

- 60 milhões de pessoas abandonaram suas casas em 2014 em razão de conflitos e guerras, o nível mais elevado desde a segunda guerra mundial. A metade são crianças.

- 254 milhões estão desempregados – em 2015 -, um número que supera em 53 milhões os números de 1991. O desemprego entre os jovens entre 15 e 24 anos é três vezes superior ao dos adultos e no ano passado, onde 74 milhões de jovens estavam a procura de emprego.

- Em 2015, foram registrados 240 milhões de casos de malária com 472 mil mortes, e outros 300 milhões casos de dengue, sendo que as duas doenças são transmitidas por mosquitos e estão presentes em 100 países. Inclusive nos Estados Unidos, onde em 2009 ocorreu um surto na Flórida.

- 1,45 bilhão de trabalhadores em condições vulneráveis, ou seja, sem contrato de trabalho, sobrevivem com bicos ou por conta própria. A taxa global é de 45%, mas na África e no sul da Ásia passa dos 50%.

Defecar ao ar livre é um terror

Defecar ao ar livre é um terror para mulheres e crianças, isso no mundo digital, com quase quatro bilhões de conexões de internet espalhadas por todos os continentes. Enquanto 124 mil ultrarricos exibem o luxo de quem tem mais de 500 milhões de dólares. No ano da Declaração do Milênio o conceito de desenvolvimento envolvia a criação de um sistema comercial e financeiro aberto, previsível e não discriminatório. Se traçarmos a rota do crescimento mundial, no caso, a década de 1990 era usada como comparativo – PIB mundial de 27,5 trilhões de dólares – para mais de 80 trilhões em 2015. Entre 20 e 32 trilhões em paraísos fiscais, como aponta o estudo da Tax Justice Network, do Reino Unido, onde os 50 maiores bancos privados administram US$12 trilhões. Essa parte da previsão deve ter sido o “não discriminatório”.

A situação de quem vive em extrema pobreza realmente reduziu de 36% em 1990 para 15% em 2011, o acesso à água potável aumentou de 2,3 bilhões para 4,2 bilhões, a taxa de mortalidade infantil reduziu de 90 para 43 mortes por mil nascidos. Em 1990 a população mundial era de 5,2 bilhões, hoje de 7,2 bilhões. É preciso ressaltar, e isto está registrado no estudo da ONU citando o Banco Mundial, que metade de 155 países pesquisados não tem monitoramento sobre a situação da pobreza. Na África mais de 60% dos países não têm dados sobre a situação. Sem contar que apenas 60 países dos pesquisados contam com sistemas de registros de nascimento.

A cada minuto morrem 11 crianças no mundo

“- Os progressos para acabar com a fome foram importantes apesar do ambiente mundial difícil durante a última década. Os obstáculos incluem preços instáveis das matérias primas, preços mais elevados dos alimentos e energia, aumento do desemprego e recessões econômicas, no final da década de 1990 e em 2008/09. Os fenômenos meteorológicos extremos frequentes e os desastres naturais também contribuíram bastante para a perda de vidas e dos meios de subsistência e prejudicaram o progresso no sentido da segurança alimentar mundial”, registra o estudo da ONU.

As instabilidades políticas e as guerras civis agravaram os efeitos dos desastres naturais – caso da África que contabilizou 77 secas no período -, que resultou em várias crises humanitárias significativas. O relatório dos Objetivos do Milênio também ressalta:

“- Os ODMs conduziram progressos dramáticos e sem precedentes na redução das mortes infantis. Tratamentos eficazes e a custo acessível, melhoria nos serviços de saúde e compromisso político contribuíram para isso. Mesmo assim, a cada minuto, em todo o mundo, 11 crianças morrem antes de completar cinco anos, a maioria de causas evitáveis.”

900 milhões de mosquiteiros com inseticidas

Também morrem 800 mulheres grávidas, no parto ou logo após, a maior causa morre por hemorragia – 27%. A mortalidade de crianças e mulheres também é maior nas zonas rurais. Na Ásia, 50% da população ainda vivem em comunidades no campo. Onde os mosquitos atacam mais. Onde a ONU, através dos programas de saúde distribuiu 900 milhões de mosquiteiros tratados com inseticidas, reduzindo o índice de mortalidade da malária nos últimos anos. Mas também aumentando o faturamento das corporações internacionais de veneno, que também são as mesmas que nunca se interessaram em produzir uma vacina contra a picada do mosquito Anopheles, assim como nunca se preocuparam com o alastramento da dengue e a suas complicações, que hoje se tornaram uma emergência mundial, conforme comunicado da Organização Mundial de Saúde. Em 2014, um “cluster”, um agrupamento de evidências de distúrbios neurológicos e malformações neonatais foram registrados nas ilhas da Polinésia Francesa e depois na Ilha da Páscoa, antes do surto de 2015 no Brasil.

Deixamos que o 1% acabe o serviço

Um dos pontos dos Objetivos do Milênio é a sustentabilidade ambiental, uma situação que precisava ser revertida, conforme a declaração do ano 2000. Aconteceu o contrário. Piorou totalmente. Segue a lista das extinções, do desmatamento, do aumento dos gases estufa, a escassez de água, que afeta mais de 40% da população mundial e a queda do estoque pesqueiro – em 1996 a pesca era de 88 milhões de toneladas, em 2013 foi de 82 milhões, sem contar a extinção de espécies, a sobrepesca, a poluição, a acidez dos oceanos.

A Organização das Nações Unidas discute as metas para os próximos 15 anos. A essência do documento deve ser a situação de “como morto” do capitalismo esclerosado. Porque certamente nos próximos 15 anos a vida no Planeta continuará caminhando no rumo do desastre, se o atual sistema econômico não for enterrado. O desafio é óbvio: ou criamos outro sistema, ou deixamos que o 1% acabe de fazer o serviço, que já está quase completo.

Fonte cartamaior.com.br


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

5 pessoas morrem quando Van que transportava pacientes de Araruna à Maringá bate em caminhão


Um grave acidente no início da manhã desta sexta­feira (19) deixou 5 pessoas mortas e pelo menos 10 feridas na PR­317. A colisão entre uma van do do município de Araruna e uma carreta, com placas de Turvo, ocorreu próximo ao distrito de Sertãozinho, em Engenheiro Beltrão, logo após o posto da Polícia Rodoviária Estadual de Peabiru.
A van, que transportava pacientes para consultas em Maringá, bateu forte na traseira do caminhão, que fazia o retorno no local. Havia forte neblina na hora do acidente, o que dificultou a visão de ambos os motoristas.
Equipes da Viapar, Corpo de Bombeiros, Samu e ambulâncias do município socorreram os feridos e encaminharam aos hospitais de Campo Mourão. Pelo menos três estão em estado grave, com risco de morte. Um outro veículo que vinha atrás, bateu na traseira da van, mas nenhum dos ocupantes se
feriu.O condutor da carreta, que carregava madeiras, também saiu ileso.
A pista, que é duplicada, ficou parcialmente interditada.  Até o momento, os nomes das vítimas ainda não foram revelados.
Os corpos foram encaminhados ao IML de Campo Mourão

Imagens e informações tasabendo.com.br

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Transformar "mosquita" Aedes aegypti em macho, para neutralizar suas picadas


A edição genética pode reduzir a população de mosquitos fêmeas e assim ajudar a controlar o Aedes aegypti, segundo estudo feito nos EUA. Cientistas propõem a edição de um gene específico nas populações de mosquitos para levar à conversão de fêmeas em machos ou para matar a população feminina. Qualquer desses dois resultados contribuiria para diminuir a população dos mosquitos e a expansão dos vírus que eles transmitem, já que as fêmeas são as que necessitam de sangue para reproduzir-se, enquanto os machos se alimentam de néctar.
VACINA

A empresa farmacêutica Inovio informou que uma vacina contra o vírus da zika se mostrou promissora em ratos. O laboratório revelou que ratos que receberam a vacina desenvolveram anticorpos e mostraram reação das células-T, que desempenham um papel importante na imunização do corpo. A vacina ainda será testada em primatas não-humanos e só depois será iniciada a fase 1 dos testes em humanos.



quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Tribunal de contas ordena à ex Prefeitos de Paiçandu a devolução de 37,9 mil reais


TCE ordena que Oscip e ex-prefeitos de Paiçandu devolvam R$ 37,9 mil  .Valor é referente a contrato considerado irregular entre prefeitura e Oscip.
Ex-prefeitos e instituto negam problema e dizem que repasse foi legal.

Matéria do hg1.globo.com/pr


Aumentam as pressões pedindo o afastamento do Presidente da Camara dos Deputados Eduardo Cunha


Com objetivo comum, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) aumentaram a pressão sobre o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A OAB subiu o tom para reivindicar o imediato afastamento do peemedebista da presidência da Casa, que já é defendido pelo procurador-geral Rodrigo Janot.

 A entidade se reuniu com o presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PSD-BA), para entregar manifestação em favor da saída de Cunha e fez também uma investida junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), com o mesmo pedido ao ministro Teori Zavascki, relator da Operação Lava-Jato, que apura o desvio de recursos da Petrobras. Por sua vez, Janot – alvo da ira do peemedebista – reiterou a denúncia ao rebater argumentos levantados pela defesa de Eduardo Cunha. 

Em suas alegações – que vinham sendo mantida em sigilo até segunda-feira – o procurador afirma que Cunha “sempre se mostrou extremamente agressivo e dado a retaliações”, desde que foi revelado seu envolvimento com o esquema de fraudes da petrolífera. A afirmação foi apresentada por Janot ao analisar pedido da defesa do peemedebista para anular depoimentos do lobista Júlio Camargo.

Mais em: www.em.com.br


Homem é preso por trote depois de ligar 60 vezes para a PM de Cianorte


A Polícia Militar de Cianorte prendeu na noite de segunda Feira (15) um homem de 40 anos de idade. Ele ficou a tarde e noite passando trotes e ofendendo policiais pelo telefone, somando mais de 60 ligações.

A central policial rastreou os telefonemas e lomcalizou o “Tiozão do trote” numa residência na avenida Amazonas. Ele apresentava sinais de embriaguez e acabou confirmando aos policiais que foi o autor dos trotes. O detido foi encaminhado para a 5ª Companhia Independente de Polícia Militar para registro da ocorrência.




terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Teste que detecta o vírus zika em 10 minutos é liberado pela anvisa

CONTEUDO ESTADÃO

Um teste que detecta quase instantaneamente a presença do zika no organismo teve registro concedido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), conforme publicado nesta segunda-feira, 15, no Diário Oficial da União. De acordo com a fabricante, a empresa canadense Biocan Diagnostics INC, o resultado desse exame é conhecido em 10 minutos após a aplicação.

Especialmente voltado à triagem rápida de pacientes, o teste demonstra se o sangue contém os anticorpos IgG - caso positivo, é possível concluir que a pessoa teve a doença, ainda que o vírus já tenha sido eliminado. O exame também identifica os anticorpos IgM, que sinalizam a fase aguda da doença.

Este é o quarto produto autorizado pela Anvisa para o diagnóstico da zika e o terceiro capaz de, mesmo após a eliminação do vírus, concluir se o paciente foi infectado. O teste utiliza como suporte uma membrana de nitrocelulose em que os anticorpos são capturados e revelados por meio de uma rápida reação química, sem a necessidade de equipamentos especiais ou instrumentos laboratoriais.



Pombos cães e ratos podem detectar doenças


Pombos costumam ser vistos como sujos e incômodos, mas são os mais recentes numa lista longa de animais com habilidades que podem ser úteis à saúde do homem. Embora tenham um cérebro menor do que a ponta do seu dedo indicador, pombos possuem uma memória visual impressionante.
Provou-se recentemente que esses pássaros podem ser treinados para ser tão precisos como humanos na detecção de câncer de mama por meio de imagens.

Conheça mais três amigos peludos ou emplumados que podem ter um impacto importante na medicina.
De ratos de laboratório a ratos especialistas
Ratos são frequentemente associados à difusão de doenças, mas esse roedor de cauda longa é um farejador sensível que pode salvar vidas.
O nariz de um roedor possui até 1.000 tipos diferentes de receptores olfativos, enquanto humanos possuem apenas de 100 a 200 desses receptores. Isso dá a roedores como ratos a habilidade de farejar aromas sutis.
Na África, ratos estão sendo usados para detectar casos de tuberculose.
As habilidades de ratos gigantes africanos são estudadas na Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo (Moçambique). Roedores treinados estão conseguindo detectar, em amostras humanas de muco, um cheiro específico produzido por bactérias da tuberculose.
Quando ratos identificam o cheiro, eles param e esfregam as pernas para indicar que uma amostra está infectada.
Tradicionalmente, técnicos de laboratório preparam lâminas e examinam cada amostra no microscópio. Analisar cem amostras levaria dois dias - tarefa que um rato cumpre em 20 minutos.
Esse método de detecção é acessível e não depende de equipamentos sofisticados, normalmente escassos em países com alta prevalência de tuberculose.
E é também mais preciso - os ratos são capazes de detectar mais infecções por tuberculose e, consequentemente, salvar mais vidas

Dr. Cachorro
Os cachorros são tidos como o melhor amigo dos humanos - e ao longo dos anos provaram como podem ser habilidosos.
Recentemente, a atenção da medicina se voltou a cães que parecem ter a habilidade extraordinária de detectar quando pessoas com epilepsia estão prestes a ter uma convulsão - mesmo quando a própria pessoa não tem ideia disso.
Sally Burton começou a sofrer de epilepsia na infância, algo que afeta sua vida desde então.
"Eu nunca podia ficar sozinha", conta ela. "Tive que estudar em casa, e fazer amigos e conhecer pessoas novas era difícil. Sentia-me muito só."
Há 13 anos, ela ganhou Star, seu primeiro cão de alerta para convulsões.
"Ter um cachorro como esse instantaneamente tornou minha vida mais acessível", diz Sally.
"Uma das primeiras coisas que fiz quando tinha Star foi preparar uma xícara de chá, algo que não tinha conseguido fazer em 30 anos, por causa dos riscos de ter uma convulsão ao segurar água fervente. Depois passei a ir sozinha até a cidade, também pela primeira vez."
Não se sabe ao certo como cães podem detectar uma convulsão. Suspeita-se que mudanças mínimas nos gestos e na postura da pessoa possam alertá-los. Outra hipótese é algum tipo de indicador no olfato ou na audição.
Após a morte de Star, Sally ganhou um novo cachorro, Robbie. Como Star, ele foi treinado pela Support Dogs, uma organização de assistência social britânica.
A organização treina cães capazes de produzir sinais, como tocar permanentemente a perna de alguém, de 15 a 45 minutos antes que os donos tenham uma convulsão.
Embora haja pouca evidência científica sobre a eficácia desse método, as observações práticas de cães como Robbie mostram resultados.
"Quando estou na rua é reconfortante saber que Robbie me dará um aviso 100% confiável, cerca de 50 minutos antes de qualquer convulsão que venha a ter - o que me dá tempo para procurar um lugar seguro", afirma.

Os segredos da baba da vaca
Seja qual for a denominação, saliva pode ser visto como algo nojento. Mas muitos animais lambem suas feridas, aplicando boas porções dessa substância para tentar evitar infecções.
A saliva no mundo animal pode ter propriedades antimicrobianas - e isso inclui a baba de vacas.
Estudos mostraram que há proteínas nos fluidos corporais das vacas, incluindo saliva e leite, que possuem características antiparasíticas.
A saliva também contém proteínas, chamadas mucinas, que podem atuar para evitar a entrada de mais bactérias em uma ferida.
Especialistas não recomendam deixar um animal lamber suas feridas, pois poderiam introduzir outras bactérias nesses locais, mas se você não gosta da ideia, o seu próprio cuspe, felizmente, também tem propriedades antibacterianas.


16 de Fevereiro


16 de fevereiro é o 47.º dia do ano no calendário gregoriano. Faltam 319 para acabar o ano.

Dia do Repórter - Em seu livro Elementos do Jornalismo, Bill Kovach e Tom Rosenstiel (2003: 22-23) elaboraram uma lista com nove itens fundamentais para o exercício da profissão:

• A primeira obrigação do jornalismo é a verdade.
• Sua primeira lealdade é para com os cidadãos.
• Sua essência é a disciplina da verificação.
• Seus profissionais devem ser independentes dos acontecimentos e das pessoas sobre as que informam.
• Deve servir como um vigilante independente do poder.
• Deve outorgar um lugar de respeito às críticas públicas e ao compromisso.
• Tem de se esforçar para transformar o importante em algo interessante e oportuno.
• Deve acompanhar as notícias tanto de forma exaustiva como proporcionada.
• Seus profissionais devem ter direito de exercer o que lhes diz a consciência.

Fatos Históricos
1984 — Manifestações para as eleições diretas para a Presidência da República reúnem 60 mil pessoas em cinco capitais brasileiras.
1989 - O escritor Salman Rushdie foi condenado à morte por causa de seu livro Versos satânicos, considerado ofensivo ao Islamismo. -

Dia de Santo Onésimo.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Por Cristovam Buarque Senador da Repúbica


PERDEMOS FEIO!

Ao falar que o Brasil está "perdendo feio" a guerra contra a dengue, o ministro Marcelo Castro prestou um serviço, embora incompleto, porque essa não é nossa única "derrota feia".

Perdemos a guerra contra a violência: o clima de guerra já se apossou tanto da sociedade, que nos acostumamos a fugir das ruas, trancafiarmo-nos em nossas casas, condomínios fechados, carros e shoppings. A tal ponto, que já não nos perguntamos como viver em paz, apenas como conseguir segurança prendendo menores e liberando porte de armas aos cidadãos.

Perdemos a guerra da educação: com mais de 50 milhões de brasileiros adultos sem o ensino fundamental, ainda que um governo sério decida fazer a revolução na educação de base, as crianças já nascidas chegarão à idade adulta despreparadas para enfrentar o desafio da era do conhecimento; não serão capazes de levar o Brasil ao desenvolvimento que precisamos.

Perdemos feio a guerra contra a desigualdade social: mesmo depois de 15 anos de Bolsa Escola/Família, continuamos campeões de desigualdade, e os resultados na luta contra a fome estão regredindo por causa da inflação.

Perdemos feio a guerra do desenvolvimento científico e tecnológico, da inovação e da competitividade: em muitos setores, estamos atrás até mesmo de países pequenos e sem tradição de desenvolvidos. E nossa educação, nossas empresas, nossas universidades não estão preparadas para enfrentar este desafio.

Perdemos a guerra da saúde: não a tratamos como uma questão sistêmica que cuide da água potável, do saneamento, do trânsito, da saúde primária e de hospitais eficientes servindo ao interesse do doente, e não de empresários, sindicatos ou políticos.

Perdemos momentaneamente a guerra contra a inflação, e há sério risco de que não seremos capazes de vencer esta guerra por não querermos tomar as decisões necessárias. Perdemos feio a guerra contra a dívida pública, além de perdemos também a guerra do endividamento das famílias e empresas.

Perdemos a guerra das cidades, transformadas em "monstrópoles"; violentas, feias, com trânsito atravancado, ruas inundadas e casas sem água. Perdemos também a batalha do transporte público.

Perdemos feio a batalha da gestão pública, com um Estado ineficiente, dependente dos vícios dos partidos por aparelhamento, dos empresários por subsídios e desonerações fiscais; entregue à voracidade corporativa dos sindicatos, desprezando-se eficiência e mérito.

Perdemos a guerra contra a corrupção.

Apesar da Lava-Jato, a prática, continua generalizada e o crime impune. Perdemos feio a guerra da credibilidade na política e nos políticos, e nada será feito se esta guerra não for vencida.

Estamos próximos de perder a batalha da democracia: com um debate centrado no impeachment de uma presidente com mandato ou na conformação a um governo eleito com notória incompetência para vencer as guerras e conduzir o Brasil para o futuro.

Felizmente, ainda não perdemos a guerra da esperança.